new portfolio available
August 17th, 2010 § 0
mins e eus
July 31st, 2010 § 1
é difícil largar hábitos antigos. posso dizer que sempre tive alguma dificuldade para a leitura; no colégio, não era muito fã de matérias de humanas. os livros que li quando era mais nova, no colégio, nunca o fiz com (ou por) prazer. ao menos lá a idéia de literatura não era baseada no prazer de descobrir que tipo de histórias ou assunto nos agradava, mas de seguir uma linha cronólogica da literatura portuguesa/brasileira e isso era muito maçante pra mim. se tivessem me dado “primeiras estórias” pra ler antes talvez tudo seria diferente hoje. ou algum “harry potter” da época.
assim sendo, mesmo depois de muitos anos, lembro de uma prova oral de matemática na 4ª série, onde a professora ia ditando as operações, os alunos iam as resolvendo mentalmente e no final ela pedia o resultado. “31!”. naquela ocasião, eu fui a única a acertar (ainda ecoa na minha cabeça o entusiasmado “parabéns, paula!” dito pela professora), então passei a pensar que talvez fosse boa naquilo. não sei se por incentivo disso ou não, no colégio as matérias que mais tinha facilidade de absorver eram as exatas; enquanto a matemática e a física eram os pesadelos da maioria das minhas amigas, para mim eram simples, lógicas. assim, as ciências exatas, onde tudo se encaixava dentro de um pensamento racional e associativo me davam um tipo de segurança: aprenda essas e essas fórmulas e a partir daí tudo se resolve. e assim foi durante quase toda a vida de colegial.
o português (gramática principalmente), biologia e química eram os problemas, fazia a contragosto. com geografia e história o relacionamento tinha fases. lembro de adorar as aulas de um professor meu de história, o maurício, pelo gosto que ele falava sobre a política no brasil, principalmente como gostava de desmascarar as farsas históricas que encobriam os fatos que chegavam à grande maioria da população. naquilo eu não era tão boa, mas gostava e aquilo me inspirava. pouco depois as aulas de geografia com a professora maria luísa tomaram o lugar desse respiro intelectual, enquanto eu chegava à conclusão que as exatas não eram tão legais assim e definitivamente não me davam prazer.
foi nessa época, também, que comecei a prestar mais atenção no cinema e na televisão. enquanto os problemas de adolescente vinham à tona (e todas as neuras, insegurançãs, etc.), os seriados e filmes que assistia eram uma forma de me inspirar de alguma forma. em algumas ocasiões, cheguei a escrever alguns roteiros que intencionava gravar com os amigos, o que nunca chegou à acontecer. dos filmes, comecei a pegar gosto pelos posteres, imagens de divulgação, fotos dos atores, etc. e de alguma maneira foi o que me levou à deixar de lado a idéia de estudar psicologia na unesp de assis (ainda bem!) e ficar por são paulo, estudando design gráfico no senac. entrei lá querendo fazer cartaz de filmes (idéia que logo descobri ser pouco provável, já que a maioria é produzida por agências de publicidade) e saí de lá sem saber o que queria fazer, tamanho o contato com diversas áreas que a faculdade te propicia.
posso então dizer que nos últimos 10 anos, ao menos, minha vida tem sido mediada por imagens. desde a que passei a ter consciência que gerava em relação à pessoas que conhecia (real e virtualmente, a internet é uma grande e descontrolada fonte), a que tenho de mim mesma (ou as, plural), às imagens em movimento de filmes e as que crio e projeto nos personagens que vejo, etc… o que comprova que minha imaginação tornou-se tão fértil sem a literatura como (talvez) teria se tornado com ela. a diferença é que quando se baseia na literatura, seus personagens são sempre pautados dentro de um universo ilusório: sabe-se que são fictícios, que cada leitor tem sua própria idéia da aparência daquele personagem. se assemelha um pouco à uma pintura: sabe-se mais ou menos como a pessoa aparentava, mas se o retrato era fiel ou melhorado, idealizado, isso deixa-se à subjetividade de cada pintor. quando a pessoa torna-se imaginativa, criativa, por meio de imagens, o caso já é um pouco mais complicado: a fotografia (imagem que “reproduz a realidade”) já lhe dá a aparência de tal pessoa, e não é necessário esforço algum para se formar esta imagem. a mim parece que nesse momento, o que passa a ser buscado é a personalidade, os valores, as características que representam determinada pessoa e a fazem tão interessante, o que pode ser muito mais perigoso. não se trata somente de uma busca de aparência, esta que é sabida como redutível e vazia quando usada para julgar outra pessoa, mas de uma busca e projeção de valores humanos no outro, que são 100% das vezes pautados em quem olha, não na pessoa observada. a interpretação de uma atitude, uma afirmação, um contato, dá margem para os mais ilusórios e ocultos motivos que levaram àquela ação.
já é hora de mudar de hábitos. e digo por uma questão de afastamento que sempre é necessária à qualquer tipo de análise de objeto/sujeito, por quê me gostam as avaliações e não como forma de negação, por quê acredito que só se muda algo quando se entende o que veio antes daquilo. e nesse caso, antes de mim haviam outros “mins”, que hoje seriam outros “eus” se várias circunstâncias tivessem sido diferentes. e pra se escolher é preciso ter opções.
on creativity
July 31st, 2010 § 0
“The life of the creative man is lead, directed and controlled by boredom. Avoiding boredom is one of our most important purposes.”
Susan Sontag
random thought:
July 21st, 2010 § 0
in order to create photographic images, i had to stop creating graphics.
15/04/2009
July 18th, 2010 § 0
- eu fui lá, te vi de longe mas fiquei sem jeito de ir cumprimentar. você é muito alto.
- sério? eu não te vi, mas podia ter ido falar um ‘oi’.
ele não sabia que a palavra em que pensei não era alto, era bonito.
square places where i’ve been
July 6th, 2010 § 0
boa noite com godard
July 5th, 2010 § 0
j.: for example, you like to startle people?
j.l.g.: not really. but if people are half asleep a loud noise will startle them, whereas if they were awake it wouldn’t at all.
home at 10:00am
June 29th, 2010 § 1
dez horas da manhã em casa, céu limpo e sol de inverno.
mesmo assim, deveria ser forte o suficiente pra iluminar qualquer ambiente… exceto por aqui.
me irrita profundamente, não sei por quê é tão difícil aceitar que a luz é tão fundamental pra gente quanto pras plantas, etc. no wonder why i get lazy so easily. agora falta pouco.


16.07.2010

















